sábado, 1 de setembro de 2007

PMN reprova convocação de Gratz

Vinícius Baptista eVera Ferraço A direção estadual do PMN reprovou ontem a cogitação do deputado estadual Jardel dos Idosos, filiado ao partido, de convidar o ex-presidente da Assembléia Legislativa José Carlos Gratz para discursar no plenário da Casa. A executiva regional da legenda divulgou ontem uma nota para "repudiar e reprovar com veemência o desatino da pretensão do deputado Jardel Vieira Machado de oferecer o uso da Tribuna Popular da Assembléia Legislativa ao ex-deputado José Carlos Gratz".Jardel disse à reportagem de A GAZETA, publicada na edição de ontem, que estava à disposição do ex-deputado para indicá-lo se ele quisesse usar a Tribuna Livre. Jardel disse que recebeu essa sugestão de um conhecido e que cogitava levar a idéia adiante. "Até se o Fernandinho Beira-Mar quiser vir aqui, a tribuna da Casa está aberta. Esse é um lugar à disposição do povo", destacou Jardel.O parlamentar, entretanto, foi desaconselhado pelos colegas, entre eles o deputado Sérgio Borges (PMDB), a desistir da iniciativa para não expor a Casa."O PMN do Espírito Santo e no Brasil prega pela ética, pelos princípios da moralidade e exige de seus filiados, especialmente dos detentores de mandato, que se inspirem e se portem como defensores da lei, do estado democrático de direto e da sociedade civil, que espera comportamento digno daqueles que portam o privilégio de representa-lo em qualquer instância de Poder", diz o texto, que classificou ainda a atitude de Jardel como "descabida". "Roupa suja". Jardel disse ter sido pego de "surpresa" com a nota do PMN, assinada pelo presidente estadual da sigla, Carlito Ozório. O deputado informou que conversou ontem à tarde com o presidente e ele não lhe falou sobre o documento. O deputado também criticou a atitude do partido."É bom para a gente ver quem é quem no partido. Roupa suja se lava em casa. Isso tinha que ser discutido internamente no partido. Estive com o presidente, conversamos ontem à tarde. Ele não contou nada sobre a nota, só disse que recebeu uns telefonemas criticando", disse Jardel.

Fonte: Jornal A Gazeta

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