A capital porto-velhense obteve vitória significativa com a aprovação de projeto apresentado pelo vereador licenciado Mario Sergio (PMN), referente à proibição de instalação de medidores digitais por parte das Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron). Durante sessão ordinária, na semana passada, a Câmara de Porto Velho solidarizou-se à insatisfação de Mario Sergio aprovando também o retorno aos medidores convencionais. “Os consumidores que não possuem renda elevada, principalmente, serão os mais beneficiados com esse acontecimento. Pois, quando a Ceron instalou os medidores digitais, suas contas de energia subiram para três vezes mais do que estavam acostumados a pagar”, explica o vereador licenciado.
O parlamentar licenciado Mario Sergio, que atualmente responde pela Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho (Emdur), tomou conhecimento da situação após um convite dos moradores dos bairros Cidade Nova, Areia Branca e São Francisco, os primeiros a terem contato com os novos medidores das Centrais Elétricas. Na ocasião, fez visitas aos locais e presenciou a insatisfação geral com os valores que os novos contadores propiciaram. De acordo com Mario Sergio, pessoas que anteriormente pagavam menos que R$ 100 por consumo mensal, ao terem os medidores digitais instalados passaram a pagar até R$ 200, mais que o dobro do valor. E isso, segundo o vereador, em habitações que tinham tão somente quatro bicos de luz, uma geladeira e um ventilador.
Um inconveniente dessa mesma natureza, segundo Mario Sergio, já ocorrera anteriormente quando da instalação dos conhecidos “olhões”, medidores afixados na parte superior dos postes. Os valores também haviam atingido números altíssimos, superando as possibilidades das famílias com renda pequena. “A realidade de muitas comunidades precisa ser levada em conta. Há casos em que os valores cobrados são irreais, posto que as pessoas se quer têm equipamentos que provocariam tais consumos de energia apresentados”, justifica Mario Sergio, agradecendo ainda aos seus colegas vereadores pela compreensão da situação e aprovação de projeto na Câmara.
Fonte: www.orondoniense.com.br